“Nós atores somos abismos espelhos” Roberto Mallet
A maioria de nós está mais acostumado a ver com detalhe os outros. E ver-se como “o outro” é exatamente julgar-se com sinceridade.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
gostaria
gostaria de estar disposto,
gostaria de estar sem rosto
pra quando te ver não corar
e ver o tempo parar
como na primeira vez
queria ver um dia lindo
com ducha morna, com pavê
e fechando os olhos nao ver
sua sombra de levinho, partindo, partindo
Se tivesse um desejo concedido
ah, meu Deus eu pediria
pra jogar fora esse "ia"!
pra jogar fora esse "ia"!
gostaria de estar sem rosto
pra quando te ver não corar
e ver o tempo parar
como na primeira vez
queria ver um dia lindo
com ducha morna, com pavê
e fechando os olhos nao ver
sua sombra de levinho, partindo, partindo
Se tivesse um desejo concedido
ah, meu Deus eu pediria
pra jogar fora esse "ia"!
pra jogar fora esse "ia"!
sábado, 14 de julho de 2012
Estrela
Escolhe nos céus
A estrela mais bonita
E ela será teu guia
Não te percas dela
Mesmo que na noite fria
Cresça abismo entre tu e ela
Seu brilho virá beijar teus olhos
E sentirás calor
A estrela mais bonita
E ela será teu guia
Não te percas dela
Mesmo que na noite fria
Cresça abismo entre tu e ela
Seu brilho virá beijar teus olhos
E sentirás calor
Sobre a COMEBH
É como dar uma passadinha de aérobus pelos mundos felizes!
Sorver dos perfumes dos anjos!
Tocar as cordas mais vibráteis dos próprios sentimentos!
Fazer dos prantos pétalas de esclarecimento!
Cantar com os tons da sublimidade da verdadeira alegria!
Abraçar-se nas brumas de uma Nova Era!
Alvejar as avarezas e alçar os sentimentos recém descobertos!
Alcançar os mais belos e altos cimos, com os pés no chão e as mãos dadas a um amigo!
Optar por trabalhar com Jesus!
É descobrir-se filho de Deus!
“Pra depois retornar, despertar e amanhecer”* outros corações!
* música "Ascensão"
Sorver dos perfumes dos anjos!
Tocar as cordas mais vibráteis dos próprios sentimentos!
Fazer dos prantos pétalas de esclarecimento!
Cantar com os tons da sublimidade da verdadeira alegria!
Abraçar-se nas brumas de uma Nova Era!
Alvejar as avarezas e alçar os sentimentos recém descobertos!
Alcançar os mais belos e altos cimos, com os pés no chão e as mãos dadas a um amigo!
Optar por trabalhar com Jesus!
É descobrir-se filho de Deus!
“Pra depois retornar, despertar e amanhecer”* outros corações!
* música "Ascensão"
A mulher, a dor e a flor
A tarde estava coberta de uma magia ímpar. Apesar do ambiente triste do hospital, os nossos narizes vermelhos pareciam preenchidos por uma luz especial que fazia menores as nossas dificuldades e maior a nossa capacidade de encontrar, naquelas pessoas, qualquer réstia de alegria que guardassem na cripta misteriosa de seus corações.
No entanto, aquela senhora, para mim, era um enigma. Os olhos diziam muito pouco. O corpo inerte contava de um cansaço profundo. Por vezes os acompanhantes sofrem tanto quanto os pacientes... Nas mãos juntas e trêmulas a paciência dava lugar à escassez de esperança. E sobrava tanta escassez que me acreditei incapaz de qualquer ajuda. Fixei os olhos na mulher e vi algumas lágrimas cobrirem meus olhos. De súbito minhas vistas se desfocaram e por detrás da mulher, surpreso, vi um belo jardim, que se erguia além da janela do hospital. Sem titubear, corri de encontro àquela visão. Uma única e pequena flor, na ponta de um galho mais alto, estava, caprichosamente, à altura da janela...
Ao receber a flor, a cabeça da mulher se ergueu, os olhos se encheram daquelas mesmas lágrimas que cobriram os meus e ela se atirou em mim, em abraços fortes, sufocantes, agradecidos, molhados, que diziam entre suspiros: obrigado, obrigado, essa flor é a esperança, agora sei que minha filha vai melhorar, agora sei!
As lágrimas que caíram dos céus, a flor que brotou da terra e a certeza de que mesmo o menor, pode intermediar o amor de Deus."
Dr. Fiapo - caso real
No entanto, aquela senhora, para mim, era um enigma. Os olhos diziam muito pouco. O corpo inerte contava de um cansaço profundo. Por vezes os acompanhantes sofrem tanto quanto os pacientes... Nas mãos juntas e trêmulas a paciência dava lugar à escassez de esperança. E sobrava tanta escassez que me acreditei incapaz de qualquer ajuda. Fixei os olhos na mulher e vi algumas lágrimas cobrirem meus olhos. De súbito minhas vistas se desfocaram e por detrás da mulher, surpreso, vi um belo jardim, que se erguia além da janela do hospital. Sem titubear, corri de encontro àquela visão. Uma única e pequena flor, na ponta de um galho mais alto, estava, caprichosamente, à altura da janela...
Ao receber a flor, a cabeça da mulher se ergueu, os olhos se encheram daquelas mesmas lágrimas que cobriram os meus e ela se atirou em mim, em abraços fortes, sufocantes, agradecidos, molhados, que diziam entre suspiros: obrigado, obrigado, essa flor é a esperança, agora sei que minha filha vai melhorar, agora sei!
As lágrimas que caíram dos céus, a flor que brotou da terra e a certeza de que mesmo o menor, pode intermediar o amor de Deus."
Dr. Fiapo - caso real
Do Alfa ao Ômega
(música, samba)
Original de tantas cópias
Rascunho que sou
Deixa-me tingir com minhas cores
Essa tela de amor
Coração em sístole, sinapses em grande rede
Receber, enviar
Amor em osmose, energia que se move
Para ir e então voltar
Até quando eu? Onde o outro?
Como eco de um grito mudo
Aos espaços me lanço
Em dor ou oração, com destino e meta
Entre melodias de planetas
Perfumes de cometas
No átomo a mesma dança dos globos
No imenso espaço sou servo de todos
Entre muitos um menor
Mas com tantos outros ao redor
Do alfa ao ômega
Tudo se conecta
Entre o átomo e Deus
Espíritos, filhos Seus
Letra: Felipe Torres
Música: Thiago Oberdan, William Rodrigues, Fernanda Coura, Jorge Mauro.
Original de tantas cópias
Rascunho que sou
Deixa-me tingir com minhas cores
Essa tela de amor
Coração em sístole, sinapses em grande rede
Receber, enviar
Amor em osmose, energia que se move
Para ir e então voltar
Até quando eu? Onde o outro?
Como eco de um grito mudo
Aos espaços me lanço
Em dor ou oração, com destino e meta
Entre melodias de planetas
Perfumes de cometas
No átomo a mesma dança dos globos
No imenso espaço sou servo de todos
Entre muitos um menor
Mas com tantos outros ao redor
Do alfa ao ômega
Tudo se conecta
Entre o átomo e Deus
Espíritos, filhos Seus
Letra: Felipe Torres
Música: Thiago Oberdan, William Rodrigues, Fernanda Coura, Jorge Mauro.
Aprenderás
Quando o futuro te parecer incerto e as pernas trêmulas, confia e ergue-te da fortaleza interior, mostrando-te grande perante tuas próprias pequenezas. Do teu íntimo mais silêncioso, canções de ternura e encorajamento se farão ouvir, na medida em que creias no Deus que te alimenta. Imensos oceanos serão divisados num átimo pelos teus olhos cansados desfazendo os desertos da solidão que te limitava.
Aprenderás o doce encanto que cerca as chagas dos sofridos do mundo e grandes do espírito. Pelo esforço que rompe as restrições e pela renúncia o homem se ergue aos céus.
Aprenderás o doce encanto que cerca as chagas dos sofridos do mundo e grandes do espírito. Pelo esforço que rompe as restrições e pela renúncia o homem se ergue aos céus.
Janela
Janela...
Vai garota, já nela! Debruça-te e vê o mundo como é: caleidoscópico, curvilíneo e atrativo, expansivo e retrátil. Então, retrate-o para que eu possa entendê-lo um algo mais! Só consigo com uma oração.
Ora, pensa que com meia-dúzia podes algo? Pensa e debruça-te no parapeito de minhas idéias de fora, mas mergulha, por favor, esses olhos nas cores dessa paisagem de dentro e vai um pouco além. Quando dessa época – porque sei que não é imediato tal mergulho – deixa que escorram as cores dos seus dias e mistura com os meus. Sei que se farão novas cores na grama de minhas paisagens e nos sentiremos maiores, naquele átimo. Átomo a átomo: mistura, mistura, já sinto um sol mais quente com o vento fresco, os pés na grama molhada e a pela suada sobre os metacarpos, joelhos arqueados, uma praça desenhada por um arquiteto russo e aposentado, que vivia com sua filha única em uma casa de três cômodos até que ela faleceu, tua pele lisa-desenhada, os desenhos disformes da calçada e o cego gritando a sorte da Quina ou da Sena... Uma cena que já é música pra nossos ouvidos de Beethoven!
Enquanto isso, vou espalhando os destroços pelo chão, vendo um a um, tal qual às figurinhas que eu trocava quando criança, só pra descobrir outras novas.
Vai garota, já nela! Debruça-te e vê o mundo como é: caleidoscópico, curvilíneo e atrativo, expansivo e retrátil. Então, retrate-o para que eu possa entendê-lo um algo mais! Só consigo com uma oração.
Ora, pensa que com meia-dúzia podes algo? Pensa e debruça-te no parapeito de minhas idéias de fora, mas mergulha, por favor, esses olhos nas cores dessa paisagem de dentro e vai um pouco além. Quando dessa época – porque sei que não é imediato tal mergulho – deixa que escorram as cores dos seus dias e mistura com os meus. Sei que se farão novas cores na grama de minhas paisagens e nos sentiremos maiores, naquele átimo. Átomo a átomo: mistura, mistura, já sinto um sol mais quente com o vento fresco, os pés na grama molhada e a pela suada sobre os metacarpos, joelhos arqueados, uma praça desenhada por um arquiteto russo e aposentado, que vivia com sua filha única em uma casa de três cômodos até que ela faleceu, tua pele lisa-desenhada, os desenhos disformes da calçada e o cego gritando a sorte da Quina ou da Sena... Uma cena que já é música pra nossos ouvidos de Beethoven!
Enquanto isso, vou espalhando os destroços pelo chão, vendo um a um, tal qual às figurinhas que eu trocava quando criança, só pra descobrir outras novas.
Pergunta de segunda-feira
Em meio aos estrondos da reforma pela qual passa a casa onde vivo, ocorreu-me uma pergunta, na última segunda-feira, daquelas que entram se esgueirando, sem perguntar e vão logo importunando nosso dia: E se a casa caísse?
Ao primeiro contato com a intrusa em minha mente, logo as sinapses foram proporcionando aquele velho encontro entre o que sabemos e o que de novo aparece:
- A casa não vai cair. Temos boas estruturas, pense em algo mais útil.
Simples? Caro leitor, as perguntas de domingo são “as perguntas de segunda-feira”.
As sinapses vão fazendo o seu trabalho ao passo que a parte jovial do cérebro vem conhecer a visitante e a convida para entrar um pouco mais.
- E então, a casa está prestes a cair. Os barulhos estão aumentando, uma rachadura se formou repentinamente. Talvez dois minutos de pé.
As sinapses contrariadas e já sem forças procuram alguma resposta ao que agora parece um fato:
- Certo. Pode ser que aquela simples infiltração no banheiro fosse só uma das infiltrações. Ou ainda, aquela velha história sobre um grande brejo que havia por aqui, bisavô com pressa para construir a casa rápido porque o bebê estava chegando, pouco dinheiro, afinal, as fraldas do bebê...
E num instante, “pergunta de segunda” e sinapses juntas: Vamos saindo e cada um salva o que puder do que é seu!
Ah, mas é só um minuto? E lá vem a enxurrada de conjecturas.
Num segundo vejo as vozes da família toda correndo o ar e alguém agarrado à TV nova, com suas três primeiras prestações pagas! Outro procura a chave do cofre, um grito quase silencioso: “Ah, meu Deus, alguém pega meus livros!”, cinquenta segundos, um violão voa pela janela, “Aaaaaaaaaarranquem o HD do computador”, “Meu perfume de Natal”, vinte segundos, “Papaaaai pega o Billy!”, “Minha caixa de recordações e nada mais, corre, corre!”, parte do telhado começa a ceder, “A gavetaaa! A gaveta com as fitas do Pink Floyd”, “Trouxe meu cabideiro?” “Está caindo?”, pronto e ponto.
E eu, o que faria? É pequena a decisão, mas as implicações de uma resposta qualquer são profundas pra minha mente inquieta. Dizer que salvaria minhas recordações poderia ser saudosismo extremo, minha mochila: burrice, o computador: alienação...
Acho que a pergunta ainda habita por aqui, porque não encontrou alguma resposta-metade temporária pra lhe satisfazer. Pra não ficar sozinho na situação, passo pra frente “a pergunta de segunda”.
Mas não se avexem, compartilhem também as suas conjecturas!
Um abraço,
Ao primeiro contato com a intrusa em minha mente, logo as sinapses foram proporcionando aquele velho encontro entre o que sabemos e o que de novo aparece:
- A casa não vai cair. Temos boas estruturas, pense em algo mais útil.
Simples? Caro leitor, as perguntas de domingo são “as perguntas de segunda-feira”.
As sinapses vão fazendo o seu trabalho ao passo que a parte jovial do cérebro vem conhecer a visitante e a convida para entrar um pouco mais.
- E então, a casa está prestes a cair. Os barulhos estão aumentando, uma rachadura se formou repentinamente. Talvez dois minutos de pé.
As sinapses contrariadas e já sem forças procuram alguma resposta ao que agora parece um fato:
- Certo. Pode ser que aquela simples infiltração no banheiro fosse só uma das infiltrações. Ou ainda, aquela velha história sobre um grande brejo que havia por aqui, bisavô com pressa para construir a casa rápido porque o bebê estava chegando, pouco dinheiro, afinal, as fraldas do bebê...
E num instante, “pergunta de segunda” e sinapses juntas: Vamos saindo e cada um salva o que puder do que é seu!
Ah, mas é só um minuto? E lá vem a enxurrada de conjecturas.
Num segundo vejo as vozes da família toda correndo o ar e alguém agarrado à TV nova, com suas três primeiras prestações pagas! Outro procura a chave do cofre, um grito quase silencioso: “Ah, meu Deus, alguém pega meus livros!”, cinquenta segundos, um violão voa pela janela, “Aaaaaaaaaarranquem o HD do computador”, “Meu perfume de Natal”, vinte segundos, “Papaaaai pega o Billy!”, “Minha caixa de recordações e nada mais, corre, corre!”, parte do telhado começa a ceder, “A gavetaaa! A gaveta com as fitas do Pink Floyd”, “Trouxe meu cabideiro?” “Está caindo?”, pronto e ponto.
E eu, o que faria? É pequena a decisão, mas as implicações de uma resposta qualquer são profundas pra minha mente inquieta. Dizer que salvaria minhas recordações poderia ser saudosismo extremo, minha mochila: burrice, o computador: alienação...
Acho que a pergunta ainda habita por aqui, porque não encontrou alguma resposta-metade temporária pra lhe satisfazer. Pra não ficar sozinho na situação, passo pra frente “a pergunta de segunda”.
Mas não se avexem, compartilhem também as suas conjecturas!
Um abraço,
Chuva nos olhos
Alguém me dá um pára-brisa
Tem chuva nos meus olhos!
Um orvalho escorre pelo vidro, incômodo.
Estou preso aqui dentro
e não sei ver nada lá fora
Está embaçando,
Não sei ver nada lá fora.
Alguém! Pode ser você que está passando!
senta aqui do lado
e me empresta um desses sonhos,
dos que sabem ver!
Seu fechar os olhos, tudo acaba assim?
Não!
Como assim? Como não, como sim,
como o que precisar, mas, não!
Como chove, eu gostaria também de te ver...
Com aqueles olhos,
olhos que você me deu por também não ver, lembra?
Não... Eu sei. Vê que ver só eu vi, viu?
Neles não chove assim, orvalho é carinho vil.
Não chore não, chorar é ruim, é resto, é vão!
Talvez num desses beijos que as cortinas se dão
de baixo para cima, se encontrando aqui no meio,
eu escorra junto a uma dessas gotas!
Isso não se faz, se se fizesse,
por você, eu faria também!
Eu vôo indo, tudo, tudo lindo!
Eu não sei ver nada lá fora, zen.
Eu não sei ver nada lá fora, blemblem.
Com cor, ação?
Sem til? Sim, ta! Sem ti?!
___________________________________________________
Nunca Esmoreças
"Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;
Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã."
Emmanuel
Tem chuva nos meus olhos!
Um orvalho escorre pelo vidro, incômodo.
Estou preso aqui dentro
e não sei ver nada lá fora
Está embaçando,
Não sei ver nada lá fora.
Alguém! Pode ser você que está passando!
senta aqui do lado
e me empresta um desses sonhos,
dos que sabem ver!
Seu fechar os olhos, tudo acaba assim?
Não!
Como assim? Como não, como sim,
como o que precisar, mas, não!
Como chove, eu gostaria também de te ver...
Com aqueles olhos,
olhos que você me deu por também não ver, lembra?
Não... Eu sei. Vê que ver só eu vi, viu?
Neles não chove assim, orvalho é carinho vil.
Não chore não, chorar é ruim, é resto, é vão!
Talvez num desses beijos que as cortinas se dão
de baixo para cima, se encontrando aqui no meio,
eu escorra junto a uma dessas gotas!
Isso não se faz, se se fizesse,
por você, eu faria também!
Eu vôo indo, tudo, tudo lindo!
Eu não sei ver nada lá fora, zen.
Eu não sei ver nada lá fora, blemblem.
Com cor, ação?
Sem til? Sim, ta! Sem ti?!
___________________________________________________
Nunca Esmoreças
"Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;
Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã."
Emmanuel
Antiga divagação
Aos poucos vamos percebendo que o medíocre, que o verdadeiro covarde não é aquele que treme diante do mundo, mas aquele que treme diante de si mesmo.
E o mesmo tempo que leva as coisas, que afasta pessoas, também muda olhares, suave curso d’água que aos poucos molda a dura rocha. À medida que deixamos que as águas dos céus avolumem o nosso rio, as pedras, antes obstáculos, passam a não mais nos preocupar... Mas agora há uma missão maior, que a nossa ingenuidade não nos deixava ver...
Temos que encontrar o mar!!
E o mesmo tempo que leva as coisas, que afasta pessoas, também muda olhares, suave curso d’água que aos poucos molda a dura rocha. À medida que deixamos que as águas dos céus avolumem o nosso rio, as pedras, antes obstáculos, passam a não mais nos preocupar... Mas agora há uma missão maior, que a nossa ingenuidade não nos deixava ver...
Temos que encontrar o mar!!
É sabido que...
É sabido que:
dado que acessamos uma posição de memória X, é 99,9% provável que uma posição de memória Y, contígua a essa, seja acessada em um intervalo de tempo brevemente próximo. Porém, como a posição acessada X é próxima à Y, se acessarmos Y logo após X é 99,9% provável que voltemos a acessar X.
Conclusão: Tudo se repete até que saiamos do 6.
dado que acessamos uma posição de memória X, é 99,9% provável que uma posição de memória Y, contígua a essa, seja acessada em um intervalo de tempo brevemente próximo. Porém, como a posição acessada X é próxima à Y, se acessarmos Y logo após X é 99,9% provável que voltemos a acessar X.
Conclusão: Tudo se repete até que saiamos do 6.
Primeiro raio
Pela janela entra o primeiro raio de sol do dia.
Isso, o primeiro mesmo. Ora, tudo tem que ter uma ordem. Assim a ordem do dia era que assim que o primeiro filete de sol ultrapassasse o umbral da janela daquele homem tudo estaria modificado.
Isso, o primeiro mesmo. Ora, tudo tem que ter uma ordem. Assim a ordem do dia era que assim que o primeiro filete de sol ultrapassasse o umbral da janela daquele homem tudo estaria modificado.
Com amor
Cabe não usar de metáforas. Ela me ensinou que isso pode machucar.
É que a vida ia caminhando e ela me aparece: um bocado de sonhos escondidos por trás de um pouco de inadequação a esse mundo. Um sorriso... ah...
Falava sempre com vergonha, sempre. Aí, quando ria, mexia o corpo todo. E meus olhos não podiam mentir:
- Você tá me olhando estranho...
- Tô sim. To até imaginando meu rosto (risos)... Mas, continue!
Foi de uma vez só! Uma despedida que abriu um mundo inteiro, até então escondido, adivinhado, subentendido, mas escondido. Então... Não pude dizer nada, porque ela se entregou de forma tão suave naquele beijo que eu era espectador além de co-participante, por tanta graça, por tanta beleza!
-- Para Nanda, com amor.
É que a vida ia caminhando e ela me aparece: um bocado de sonhos escondidos por trás de um pouco de inadequação a esse mundo. Um sorriso... ah...
Falava sempre com vergonha, sempre. Aí, quando ria, mexia o corpo todo. E meus olhos não podiam mentir:
- Você tá me olhando estranho...
- Tô sim. To até imaginando meu rosto (risos)... Mas, continue!
Foi de uma vez só! Uma despedida que abriu um mundo inteiro, até então escondido, adivinhado, subentendido, mas escondido. Então... Não pude dizer nada, porque ela se entregou de forma tão suave naquele beijo que eu era espectador além de co-participante, por tanta graça, por tanta beleza!
-- Para Nanda, com amor.
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